Outro dia incentivava minha mãe, que tem 80 anos, a começar a estudar inglês. Há uma escola de idiomas bem em frente à sua casa. Ela retornou afetuosa, mas com o questionamento clássico: “Não aprendi na minha juventude e você quer que eu aprenda agora?”.
A ciência já comprovou que ao estudar outro idioma nosso cérebro se exercita, faz uma grande ginástica, e ajuda a evitar degenerações e doenças como o Alzheimer. Aprender inglês nem era o ponto fundamental em meu incentivo e sim estimulá-la a uma atividade e ao cérebro também.
Você pode descobrir que há sempre um novo sentido nas suas realizações na Terceira Idade. Aliás, o desejo de produzir permanece vivo, a questão é que muitas pessoas mantém ainda a expectativa de obter os mesmos resultados que teriam na juventude e eles, simplesmente, não correspondem mais. São diferentes.
A maturidade pode ser o preço da desilusão caso você esteja vivendo a “desilusão das ilusões infantis e juvenis”. E isso vai levar à depressão, à desmotivação... Pergunto: Para quê? O que vai ganhar com isso? Foque sua mente no sonho que você pode ter hoje, na sua idade atual.
O caminho é manter o querer aceso, mas com a consciência sobre os retornos da sua idade. Significa, por exemplo, “eu querer aprender outro idioma considerando os meus 70 anos”, o tudo de bom e o tudo de ruim que tiver também embutido nisso.
A certeza é que “agir” vai te trazer muito mais bem-estar, qualidade de vida e longevidade. Afinal, como citei em outro artigo, a ciência já comprovou que nosso DNA está pronto para viver 120 anos. Portanto, viva la vida!
Heloisa Capelas
Diretora de Desenvolvimento Humano







